quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Relíquia

Ao vasculhar a caixa de correio electrónico descobri o que seriam os créditos de um projecto antigo. Falo de um DVD com todas as fotos de Erasmus organizadas e acompanhadas com música. Infelizmente, tal nunca se concretizou. Os créditos, esses, vêem hoje a luz do dia:

Henrique Costa, O Madrugador. Tipicamente quando acordava tinha como missão percorrer o edifício na tentativa de acordar os outros 3 perdidos. Responsável pelos cozinhados mais virtuosos e calóricos. Autêntico poliglota, tem especial apreço pela junção de morangos à destilação de tubérculos, vulgo morangoska. Romântico incurável, é o grande mentor deste DVD.

Luís João, O Sacador. Tem um apetite inversamente proporcional à sua qualidade de Chef. Expoente máximo da globalização, rege-se por uma só divisa: imitar e melhorar. Vulgarmente considerado como poço criativo possui um sentido de humor sem igual, só comparável às suas múltiplas facetas de bailarino, nas quais detém um olhar felino para com as suas presas.

Rui Francisco, O Noctívago. Dotado com um sinal raro perto do mamilo esquerdo, o menino bonito das Caldas viveu 6 meses nas nuvens, levantando-se não raras vezes com o Sol já posto. Mas não pensem que a falta de luminosidade o impediu de ter o quarto sempre arrumadinho. Optimista por natureza, o seu aspecto franzino esconde a sua veia simbiótica com o álcool.

Rui Pascoal, O Poeta. Não é pela falta do olho, nem por lutar na tempestade por uma obra, é por ser o menino do blog. Controla rigorosamente tanto as contas da malta como a sua fortuna de patos invejável. Com um perder especial, rapidamente troca os olhos aos alemães com as consecutivas galgadas do Henry. A neve da Suécia não foi fria o suficiente para dispensar um Licor Beirão, nem para deixar as mãos nos bolsos.

domingo, 22 de agosto de 2010

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Férias às voltas

Foi já há um mês que fiz a (agora) penúltima entrada neste blog. Neste espaço de tempo estive duas vezes no Algarve e como prova de uma resistência inabalável amanhã seguirei uma vez mais para sul. Olhando para as férias, desde o início do ano, em retrospectiva, é impossível não reparar no padrão de equilíbrio que se acentua. Primeiro Norte, depois Sul. Perspectivando as que se avizinham, teremos Este e depois Oeste. Por mais voltas que dê, não preciso de nenhum farol para me guiar: o meu destino acaba sempre no Centro.



quarta-feira, 30 de junho de 2010

Levantado do chão

Já de férias, e com o mundial encerrado no que a Portugal diz respeito, não me restam desculpas para prolongar a dormência (eufemismo simpático) deste blog. Assim, e contrariando a tendência dos últimos anos, pondero alimentar este espaço em pleno Verão.

Deixo-vos então com um excerto do último livro de José Saramago, “Caim”: “A história dos homens é a história dos seus desentendimentos com deus, nem ele nos entende a nós, nem nós o entendemos a ele”.

Magister dixit.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Blog revival

A avaliar pelo número de posts produzidos na época estival está mais do que provado que o Verão e este blog não se dão. Em detalhe, pelo segundo ano consecutivo, Agosto e Setembro ficaram em branco. E desta vez nem foi pela falta de novidades. De Almograve a Biarritz, de Bilbao à Oura (sem nunca esquecer o Pedrogão), muitos foram os locais e/ou motivos que me mantiveram afastado. Nem mesmo o regresso à vida de estudante ajudou…
Em resumo, regresso (uma vez mais) para recuperar o esplendor de outros tempos (ou de outro modo, para não deixar morrer este blog moribundo :P).

Até breve!

terça-feira, 21 de julho de 2009

O início... das férias

À semelhança do anterior, a alvorada em questão augurava já um dia de esplendoroso calor e ausência de qualquer nuvem que nos toldasse o pensamento e, quiçá, uma ou outra foto. O trajecto estava definido há algum tempo, mapa e máquina em posição e, portanto, partimos dentro do que nos pareceu um cedo adequado rumo ao sul.

A primeira paragem fez-se por terras de Luísa Todi. Tipicamente uma cidade piscatória, acompanhada da acalmia que as temperaturas veraneias por ali permitem. Sob o olhar atento do grande mestre Bocage, visitámos os paços do concelho, embrenhámo-nos nas estreitas ruas mercantis, visitámos jardins e miradouros, sempre com a península de Tróia como pano de fundo. A verdade é que a proximidade da hora de almoço emanava um certo aroma típico a peixe frito. Descendo até à avenida mais importante da cidade, ou pelo menos, mais conhecida, a oferta para degustação era variada, primando na sua maioria por um dos maiores atractivos da zona, choco frito. Rendidos à tradição, e seguindo o conselho de entendidos viajantes prévios, lá nos sentámos frente a uma dose do dito, bem acompanhada por batata frita, que ao que parece é moda.
O fim do pitéu trazia agora uma obrigação, mais uma volta pela marina e pelo porto para ajudar a digestão. Ao fundo, já a Serra da Arrábida sorria para nós…
Figueirinha foi a primeira praia com que nos deparámos, mas foram as de Galapos e Portinho que nos revelaram todo o portento da serra. Os postais e guias turísticos não mentem quando revelam praias de águas transparentes e, simultaneamente, de um verde inebriante que nos obriga a prometer nova visita para breve, desta vez com direito a provar esta relíquia Atlântica. O areal dourado, acompanhado de um mar polvilhado por pequenas embarcações embaladas suavemente foi alvo de fotos e fotos sucessivas, ainda que nenhuma consiga verdadeiramente retratar o que se sente nesta encosta que concentra grande parte daquilo que nos torna um país inigualável.







Seguidamente, curta paragem por Sesimbra. Mais uma vila ligada às lides do mar, com monumentos alusivos e, como não podia deixar de ser, mais uma praia, desta vez guardada pelo respectivo forte. Aqui a tonalidade do mar já lembra o nosso tradicional azul, ainda assim, não menos belo, especialmente quando visto do topo do castelo que altaneiro protege a vila.


Por fim, o Cabo Espichel foi o último destino do primeiro dia desta road-trip. Daqui avistam-se praias como o Meco e a beleza da Lagoa de Albufeira também promete, mas o cansaço já se fazia sentir neste fim de tarde estival. Mais uma vez, ponto de encontro da terra com o mar, falésias algo perigosas e praias rochosas nas imediações. Altivos, mantinham-se os resquícios do que parecia ser um antigo convento. Verdade que a história local não teve tempo para ser deslindada.

O sol guardava-se já para amanhã e nós, toldados pela certeza de um novo amanhecer, rumámos também a Lisboa, em busca do merecido descanso…